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O livro inicia narrando, de forma singela e simples, o
nascimento de cinco cãezinhos vira-latas,
dos quais um é Kansun. Logo ele passa a adotar comportamento diverso
dos seus, deixando-se levar por uma imensa curiosidade.
Justificando o título do primeiro capítulo, A Indignação, o
cãozinho se mostra incapaz de se adequar à vida rotineira e monótona, em que a
subsistência é o maior, senão único, objetivo de vida, acalentando um sonho
de descobertas e de aventuras. Algumas tentativas iniciais frustrantes não são o bastante
para refrear os seus anseios e, já crescido, Kansun deixa o terno convívio com a família
para lançar-se na busca de seus sonhos, embora sequer os tenha claramente definidos. |
Sua inexperiência, no entanto, o conduz a uma situação
de risco, culminando com o
seu desfalecimento ante uma forte intoxicação. É socorrido por um experiente
cão afghanhound, nascendo daí uma grande e inspiradora amizade. Através de
relatos de suas muitas andanças pelo mundo, o velho cão apresenta a Kansun novas
perspectivas, sugerindo um rumo para suas buscas. Após muito tempo de convívio com o
grande amigo, a partida deste o faz retomar o seu caminho, agora com uma meta estabelecida. |
O segundo capítulo, O Caminho de Trota, intensifica a
necessária leitura subliminar.
O texto flui ainda como a singela história de um cãozinho curioso e determinado,
porém sempre faz veladas referências a antigos ensinamentos, e a muitas situações em
que podemos identificar passagens de nossa experiência de vida. O próprio título do
capítulo já é, em si, uma pista das entrelinhas, pois Trota é
um anagrama para Tarot. |
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Enfatizando a característica do texto, que se desenvolve através de encontros de Kansun
com outros animais, nosso pequeno herói acumula experiências e aclara seu intento.
Após algumas infrutíferas tentativas de atalhar o longo cominho que vislumbra, o
segundo capítulo termina com a retomada da jornada de Kansun por novos rumos. |
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A Espessa Floresta, título do terceiro capítulo, faz referência à
Alquimia, que era assim referida em antigos textos de ocultismo. Apesar de alguns poucos encontros
com outros seres, é a mais solitária e desgastante passagem da aventura de Kansun,
porém também não o conduz à imediação das metas que se
propusera. Termina com novo risco de morte do cão, engolido e arremessado às pedras
pelas revoltas águas do Rio das Esmeraldas. |
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